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Homenagem à Mulher Espírita

postado em 27 de fev de 2011 15:59 por Webmaster SEJA   [ 27 de fev de 2011 16:27 atualizado‎(s)‎ ]
    No momento em que os valores humanos padecem injunções lamentáveis e os postulados éticos em que se devem estruturar os ideais de engrandecimento da criatura malogram no báratrodas paixões, o Evangelho, como ocorreu no passado, constitui a única bússola, a segura rota mediante a qual a hodierna civilização poderá encontrar a solução para os múltiplos problemas e os graves compromissos que pesam negativamente na economia da felicidade geral.
    Em decorrência de tal malogro, aos cristãos novos, os adeptos da Revelação Espírita, está reservado significativo ministério, relevante apostolado: viver o Cristo e representá-Lo em atos ao aturdido viandante destes dias.
    Nesse sentido, à mulher espírita se reserva preponderante atividade, ou seja a de transformar-se, médium da vida que é, em mensageira da dignificação moral, da santificação da sexualidade, da redenção espiritual...
    Arrostando diatribes e espezinhamentos chulos, deverá volver às bases nobres do amor com a conseqüente valorização da maternidade, reconstituindo a família e elevando os sentimentos.
    Programada pelo Pai para o sagrado compromisso de co-criadora, a sua libertação, ao invés do nivelamento nos fossos das sórdidas paixões dissolventes, se deve caracterizar pela própria grandeza, que a alça à condição de modelo e paradigma da Humanidade, que se inicia no lar, onde deve reinar, soberana e respeitada.
    Organizada essencialmente para o amor, no seu mais nobre significado, dela muito dependem as novas gerações, o homem do futuro.
    Conclamá-la à abnegação e ao laboratório da caridade com elevação de propósitos, inspirando-a ao incessante prosseguimento das realizações cristãs primitivas, eis um dever que a todos nos cabe desempenhar.
    Pouco importem os contributos de renúncia e de sacrifício. Nesta arrancada para os novos tempos do amanhã, a mulher espírita desempenhará superior desiderato porque modelada, como todas para ser mãe, mesmo que suas carnes não se enfloresçam com as expressões dos filhos, far-se-á o anjo
tutelar dos filhos sem mães, mãe pelo coração e pela dedicação a todas as criaturas.

(Joanna de Ângelis, por Divaldo Franco. Sementes de Vida Eterna - Editora LEAL)
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