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Paulo e Estevão

postado em 8 de jul de 2011 07:43 por Webmaster SEJA
O prefácio da obra Paulo e Estevão, assinado pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, como sendo a sua 15ª obra psicografada, data de 08 de julho de 1941, portanto, completa, neste mês de julho, 70 anos.

Qual a importância desse romance no conjunto de mais 400 obras psicografadas pelo médium mineiro? Paulo e Estevão é um marco no trabalho do médium mineiro pelo esforço em psicografá-lo que consumiu cerca de 8 meses em atividade de recolhimento diário no porão da casa da família Joviano, sem outras testemunhas a não ser um sapo. Em várias ocasiões que falou sobre este livro, Chico dizia que primeiro era levado pelo seu mentor e autor da obra para ver as cenas, em detalhes, e depois psicografar os textos. A obra revela com uma precisão textual poucas vezes vistas num romance histórico a trajetória de Paulo antes e depois do seu encontro com Jesus às portas de Damasco. Além dele, Estevão, Abigail, Áquila, Prisca, Lucas, Barnabé, Pedro e Marcos, são personagens dessa trajetória narrada de modo comovente, elucidativo e inigualável.

No prefácio, Emmanuel adverte que o objetivo da obra é recordar as lutas acerbas e os ásperos testemunhos de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante. Acrescenta que o esforço foi, portanto, o de transferir alguma coisas
das tradições do plano espiritual acerca dos trabalhos confiados ao grande amigo dos gentios.

Todavia, esse é apenas parte do propósito da obra. A outra finalidade é, segundo as palavras do autor, reconhecer que o Apóstolo não poderia chegar a essa possibilidade em ação isolada no mundo. Sem Estevão, diz, não teríamos Paulo de Tarso. O grande mártir do Cristianismo nascente alcançou influência muito mais vasta na experiência paulina, do que poderíamos imaginar tão-só pelos textos conhecidos nos estudos terrestres. A vida de ambos está entrelaçada com misteriosa beleza. A contribuição de Estevão e de outras personalidades desta história real vem confirmar a necessidade e a universalidade da lei de cooperação. E, para verificar a amplitude desse conceito, recordemos que Jesus, procurou a companhia de doze auxiliares, a fim de empreender a renovação do mundo.

Se você ainda não leu esta obra, organize sua agenda e leia-a para acessar emoções intraduzíveis em palavras. Se já leu, relei-a. Este é um livro para ser lido várias vezes.
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