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Boletim SEI: Sobre Santa Maria (RS)

postado em 31 de jan de 2013 06:19 por Webmaster SEJA   [ 31 de jan de 2013 06:30 atualizado‎(s)‎ ]
    Quantas vezes Chico Xavier chorou abraçado a mães e pais que o procuravam tocados pela profunda dor da “perda” dos filhos amados. Por vezes, Chico chegava a dizer que a dor de uma mãe que enterra o filho é tão grande que não possui nem nome, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com um filho que perde o pai (órfão) ou a mulher que perde o esposo (viúva). Na grandeza e sensibilidade de seu coração, Chico – exemplo de cristão-espírita – sabia que aquele não era momento de doutrinação, mas do socorro imediato, do abraço, do aconchego, do partilhar o sofrimento, do chorar junto até, para que aquela imensurável dor se tornasse pelo menos mais suportável, menos dilacerante àquelas criaturas. Muitas daquelas mães e daqueles pais que um dia o procuraram podem até não ter mais regressado a uma Casa Espírita, por terem seus corações vinculados a outras orientações religiosas, mas, certamente, jamais se esqueceram do que encontraram junto a um espírita no momento mais difícil de suas vidas: o amor cristão que nos une a todos.

    Neste instante em que o Brasil se vê abalado pela desencarnação de mais de 230 jovens, vítimas de um incêndio numa casa noturna de Santa Maria (RS), que não nos atenhamos em especular, sobretudo em público – dada a delicadeza do momento –, sobre as possíveis causas pretéritas que teriam engendrado o fatídico acontecimento que reuniu aqueles corações juvenis e seus familiares em experiência tão dolorosa. Embora saibamos, à luz da Doutrina, que tais causas existem, que busquemos, contudo, antes de qualquer coisa, tal como fazia Chico Xavier, trazer esses irmãos ao regaço de nosso peito, na certeza de que também o Cristo, ao tomar conhecimento da morte de Lázaro e diante das lágrimas que caíam dos olhos de Maria, a irmã do amigo, e de outros que com ela estavam, igualmente se sensibilizou e com eles chorou (João, 11: 32-35).

    A todos que, em Santa Maria, se encontram abalados pela separação, temporária – sabemos – dos entes amados, a nossa prece e o nosso abraço fraternal. Que Deus lhes fortaleça o espírito nesta hora e que seus entes queridos, na nova realidade da vida em que se encontram, possam igualmente ser envolvidos nessas vibrações de carinho de tantos corações que se irmanam em solidariedade. Que Jesus, nosso Mestre, amigo e irmão, os ampare.

Fonte: Boletim SEI (http://www.boletimsei.org.br/)
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